Como manter a pele saudável e equilibrada por mais tempo

São Paulo, Capital 17/2/2020 – O desequilíbrio do microbioma da pele se reflete em reações químicas que propiciam o envelhecimento precoce e a piora de algumas doenças

Eles estão em diversos comerciais, como, alimentos, revistas, sites. Parece uma heresia não saber do que se trata. Se antes, os termos como “prebióticos”, “probióticos” e “microbioma” eram apenas usados na nutrição, agora eles invadiram o mundo dos cosméticos e tratamentos de pele. E vieram para ficar! A cada dia há uma novidade no mercado, surgem novos estudos respaldando o uso dessas substâncias nas prescrições dos profissionais de saúde e as grandes indústrias de luxo também estão surfando nesta nova onda.

Aquela velha história de que a pele reflete o que se come tem tudo a ver com isso. Alimentos não saudáveis são capazes de modificar o “microbioma” intestinal, ou seja, reduzem a quantidade de espécies de microrganismos (fungos, vírus, bactérias) protetores e aumentam os maléficos. Os resultados são: dano às células da mucosa intestinal e maior absorção de toxinas (como conservantes, agrotóxicos) que chegam ao sangue e órgãos, como fígado e pele.

Paralelamente, a pele também possui um “microbioma”. São incontáveis ácaros, fungos, vírus e bactérias vivas que convivem em harmonia na superfície da pele. A composição dessa flora de microrganismos varia de acordo com as diferentes regiões do corpo, com a hidratação, seborreia, idade, dieta e umidade. São elas que proporcionam parte da imunidade contra agentes de infecção externos e radicais livres.

O desequilíbrio (ou disbiose) desse ambiente se reflete em reações químicas que propiciam o envelhecimento precoce e a piora de algumas doenças, como acne, dermatite seborreica (caspa), dermatite atópica, psoríase, queda de cabelo. É bem aí que entram, para salvar, os famosos probióticos.

Probióticos, prébióticos, parabióticos… é tudo a mesma coisa? Não! A diferença entre eles é fácil de entender.

* Prébióticos: produtos (alimentos ou suplementos) que contém fibras insolúveis que, seletivamente, estimulam o crescimento e a atividade de bactérias nativas ao serem ingeridos

* Probióticos: microrganismos vivos que, quando administrados em quantidade adequada, conferem um benefício à saúde. Na maioria das vezes, as bactérias vêm de dois grupos: Lactobacillus ou Bifidobacterium ou levedura Saccharomyces boulardii.
Os produtos com probióticos tentam restaurar o microbioma cutâneo. Podemos encontra-los em alimentos e suplementos e também em cremes, sabonetes, tônicos, xampus, hidratantes.

*Pós bióticos: são substâncias secretadas por bactérias. Tais como enzimas, peptídeos, ácidos teicóicos, polissacarídeos.

*Paraprobióticos: são porções de proteína ativas obtidas a partir de cepas de bactérias probióticas que receberam tratamento térmico-tecnológico específico. São capazes de ativar o sistema imunológico do corpo.
Como escolher entre tantos produtos disponíveis no mercado? Estes produtos podem ser encontrados em sabonetes, hidratantes , filtros solares e produtos capilares. O dermatologista é o profissional ideal para ajudar a definir qual tipo de tratamento tem melhor indicação.

Mas, antes de tudo, é fundamental voltar às origens dos problemas e evitar situações simples, porém corriqueiras, que podem causar o desbalanço do microbioma e a queda de imunidade. Incluem-se nisso:
– Qualidade ruim da alimentação
– Estresse mental
– Sedentarismo
– Uso regular de sabonetes antissépticos e buchas no banho
– Uso indiscriminado de antibióticos
– Exposição solar intensa
– Desodorantes antitranspirantes
– Higiene com sabonetes e xampus inadequados para o seu tipo de pele e couro cabeludo
– Baixa ingestão de água

Dra Máira Astur – Cosmiatria e Dermatoscopia

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