Crise ambiental tem mobilizado diversos segmentos da sociedade

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São Paulo – SP 6/9/2019 –

O desenvolvimento é um conceito composto por várias dimensões e, crescimento econômico não é sinônimo de desenvolvimento.

A ampla gama de diferentes abordagens de sustentabilidade é um sintoma que existe um enorme interesse em legitimar as políticas de meio ambiente.

Na segunda metade da década de 1980, intensificou-se extraordinariamente o processo de globalização do mundo, iniciado na década de 1950. Os indicadores ambientais começaram a ser estudados no final desta década, em trabalhos pioneiros do Canadá e da Holanda, seguidos pelas propostas da OCDE, salienta Vininha F. Carvalho, editora da Revista Ecotour News & Negócios (www.revistaecotour.news).

A partir do Relatório Brundtland (1987) e, com maior intensidade, após a UNCED (1992), a noção de sustentabilidade ocupou espaço crescente nos debates sobre desenvolvimento. O discurso desenvolvimentista produzido por agências multilaterais, consultores técnicos e ideólogos do desenvolvimento, promoveu uma preocupação maior com o meio ambiente em seus projetos e na readequação dos processos decisórios. Acreditava-se que com ajuste a proposta de desenvolvimento poderia ser resgatada e sua durabilidade assegurada.

“O ano de 1989 evidencia estas gigantescas transformações. O mundo compacta-se progressivamente e a distância torna-se cada vez menor, ainda que entre realidades profundamente heterogêneas”, enfatiza Vininha F. Carvalho.

Em 1993, órgãos da ONU formaram um grupo de trabalho sobre a questão; em 1994 e 1995, conferências e seminários se sucederam organizados pelo Banco Mundial, pelo Programa da ONU para o Meio Ambiente, pelo Comitê Científico sobre Problemas Ambientais (SCOPE) e pela Comissão da ONU para o Desenvolvimento Sustentável (UNCSD),

O desenvolvimento é um conceito composto por várias dimensões e, crescimento econômico não é sinônimo de desenvolvimento. Atualmente, a crise ambiental tem mobilizado progressivamente diversos segmentos da sociedade em busca de um entendimento das suas causas profundas e das reais dimensões do problema, bem como de alternativas para a redução da degradação do meio ambiente.

“A ampla gama de diferentes abordagens de sustentabilidade é um sintoma que existe um enorme interesse em legitimar as políticas de meio ambiente”, alerta Vininha F. Carvalho.

Muitas pessoas estão empenhadas em promover a sustentabilidade, considerando isto como um grande desafio, visando substituir a ideia de progresso, por um novo princípio organizador de um desenvolvimento centrado na qualidade de vida dos humanos, da flora e da fauna, permitindo torná-la um instrumento mobilizador na sociedade civil e o princípio da transformação nas instituições públicas.

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