PAUSE! A MINHA VIDA PAROU OU FOI A INTERNET?

12/4/2013 – A vida não deve ser necessariamente comentada ou rapidamente compartilhada; mas obrigatoriamente curtida.

Autor: Mauro Wainstock – Jornalista / Cronista / Editor de livros

Não adianta insistir: a vida não aceita pause. Nem mesmo nas situações em que ela é cinzenta, monótona, cansativa… sem vida. Enquanto isto, nas redes sociais, a adrenalina pulsa, o dia a dia é empolgante, motivador, colorido e, os spams, imediatamente bloqueados. Nesta solidão globalizada, a inovação se esconde da razão e esbarra na contradição.
Para iniciar, somos incentivados a completar cada detalhe do perfil, mas desaconselhados a nos mostrar por inteiro. O enigmático sorriso, que paralisa por instantes o acelerado momento real, movimenta incansavelmente o sempre simpático ambiente virtual.
Na democrática telinha, petições não são redigidas por advogados nem textos publicados apenas por jornalistas; receitas de vida também não recebem a assinatura de “chefs” e muito menos de psicólogos. Neste mundo, onde se assina Dr.Especialista, o eventual e enriquecedor debate disputa espaço com a frequente e contagiante banalidade.
São inovadores e seguidores; replicadores e copiadores. Todos são amigos: alguns se conhecem, há os onipresentes e os que são chamados simplesmente por “eles”. Poucos influenciam sem quase postar, outros publicam demais e repercutem de menos. Muitos fazem tudo para aparecer; raros se destacam sem nada fazer. A maioria compartilha o sorridente “Bom dia” geral, na esperança de encontrar a felicidade integral.
Neste peculiar universo, a viagem, de duplo sentido; divide o mesmo ambiente com a inveja, sem sentido. Haja paciência. Mas ela não pode esperar; incessantemente é preciso teclar. A linguagem? Não é preciso acertar, basta abreviar. Nem parar para pensar; nem pensar em parar.
“Stop” é retrocesso, mas “pause” evita o excesso. De vez em sempre, saia da tela e divorcie-se do mouse, apenas um amigo inseparável. No virtual, viva o global; no real, priorize o individual. A vida não deve ser necessariamente comentada ou rapidamente compartilhada; mas obrigatoriamente curtida. Ela é sua; é única. Sem limitação de caracteres; seja o que quiseres. Agora, uma atitude a tomar: deletar o idealizado “avatar” para o seu eu por inteiro vivenciar. Deixe a felicidade te levar.

Autor: Mauro Wainstock – Jornalista / Cronista / Editor de livros
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