Indústria paulista de troféus amplia seu controle com ERP

Indústria paulista de troféus, placas comemorativas e peças para petróleo e gás relata ganhos em organização, integração entre áreas e redução de retrabalho após adoção de sistema de gestão.

A digitalização da indústria brasileira tem avançado como uma das frentes para aprimorar processos, integrar áreas e aumentar a competitividade. Segundo o Ministério do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços, a Nova Indústria Brasil tem como meta transformar digitalmente 50% das empresas industriais brasileiras até 2033. Já dados divulgados pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), em parceria com a Agência Brasileira de Desenvolvimento Industrial (ABDI) e a Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ), indicam que 89,1% das indústrias investigadas utilizaram ao menos uma tecnologia digital avançada em 2024.

Nesse contexto, sistemas de gestão integrada ganham espaço entre empresas que precisam centralizar informações e reduzir falhas operacionais. De acordo com o Serviço Brasileiro de Apoio às Micro e Pequenas Empresas (Sebrae), um (Enterprise Resource Planning) ERP proporciona acesso fácil, confiável e centralizado aos dados de uma empresa, além de integrar setores como vendas, finanças, estoque e recursos humanos.

Esse foi o movimento realizado pela Policristal, indústria localizada em São Paulo que atua desde 1962 no desenvolvimento de produtos personalizados, como troféus, placas comemorativas, tombstones, brindes corporativos e peças para o setor de petróleo e gás. A empresa atende clientes como bancos, instituições financeiras, grandes empresas e agências parceiras.

Antes da adoção do Nomus ERP Industrial, a Policristal utilizava outro sistema, mas com implantação incompleta. Segundo Camila Moura, analista de planejamento da empresa, a ferramenta anterior era usada basicamente para gerar propostas em PDF, sem oferecer controle adequado sobre as áreas comercial e produtiva.

"Nós utilizávamos um outro sistema e não fizemos a implantação completa. Usávamos apenas para montar o PDF da proposta para o cliente, mas tínhamos zero controle em relação ao comercial e à produção", afirma Camila Moura, em entrevista sobre o caso de sucesso.

A busca por um novo sistema foi motivada pela necessidade de mais organização, integração e clareza entre os setores. A empresa também enfrentava desafios relacionados ao uso de fichas em papel, perda de informações, atrasos em pedidos e dificuldade para acompanhar processos personalizados, já que cada projeto desenvolvido pela Policristal pode ter características próprias.

Com a implantação gradual do ERP, a indústria passou a utilizar inicialmente os módulos comercial, financeiro e compras. Segundo Camila, o maior ganho percebido até o momento ocorreu na área financeira, com centralização das informações, emissão de notas fiscais de forma mais prática e redução de retrabalho.

"Com a entrada da Nomus, começamos a implantar os módulos de maneira gradual. Hoje já utilizamos o comercial, o financeiro e compras. O nosso maior ganho até agora foi no financeiro, em que conseguimos centralizar todas as informações em um único lugar. Isso facilitou bastante as emissões de nota fiscal, reduziu o retrabalho e melhorou bastante o nosso controle no dia a dia", relata.

A geração de propostas também passou a ser feita dentro do sistema. Como a Policristal trabalha com produtos personalizados, o processo inclui cadastro de itens, imagens, informações comerciais e envio da proposta em PDF diretamente ao cliente. Para Camila, o layout das propostas ajudou a tornar as informações mais claras para o processo comercial.

Outro ponto destacado pela empresa foi a facilidade de uso. A analista cita que, mesmo sem experiência prévia aprofundada em sistemas ERP, conseguiu aprender a operar a ferramenta e apoiar o treinamento de outros departamentos. "Eu que não tinha um conhecimento em relação a um sistema e estou tendo que repassar essas informações, achei bem fácil", diz.

A implantação da Policristal segue o método Lean da Nomus, que permite avançar por etapas e ampliar o uso dos módulos conforme a maturidade da empresa. Na avaliação de Camila, essa implantação gradual ajudou a estruturar melhor a operação e abriu caminho para a evolução futura em áreas como estoque e produção.

"Mesmo com algumas etapas ainda em andamento, já percebemos uma grande evolução na clareza e na organização da empresa. Fazer essas etapas de acordo com o que conseguimos, encaixando financeiro e comercial, já ajudou bastante o nosso planejamento", pontua.

Para Thiago Leão, diretor da Nomus, casos como o da Policristal mostram que a digitalização industrial não depende apenas da contratação de um sistema, mas também da capacidade de organizar processos, orientar equipes e criar uma base confiável de dados para a tomada de decisão.

"Uma indústria pode começar a implantação pelas áreas mais urgentes e evoluir gradualmente para outros módulos, sem perder a visão integrada da operação. Esse avanço por etapas ajuda a empresa a amadurecer sua gestão com mais segurança e aderência ao dia a dia da fábrica", sustenta Leão.

Com 60 anos de atuação, a Policristal vê o ERP como parte da estrutura para sustentar os próximos passos de crescimento. Segundo Camila, a expectativa é que os benefícios aumentem conforme a implantação avance para novas áreas. "De forma geral, a Nomus já trouxe ganhos reais para nós, principalmente em organização, centralização e integração entre as áreas", conclui.

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