Lipoescultura associa gordura à definição corporal

Uso da gordura do próprio paciente permite remodelação corporal por meio da retirada e enxertia em diferentes regiões. O Dr. Mário Warde, cirurgião plástico, alerta que a indicação varia conforme o perfil físico e o objetivo de definição e proporção

A lipoescultura é uma técnica de remodelação corporal por meio da remoção de depósitos localizados de gordura, utilizada para melhorar contornos e proporções. Segundo a Sociedade Brasileira de Cirurgia Plástica (SBCP), também denominada lipoaspiração, o procedimento é indicado para tratar acúmulos em diferentes áreas do corpo e não tem como finalidade o emagrecimento, mas a harmonização da silhueta.

Diferentemente da retirada mecânica de gordura, a lipoescultura e outros métodos de contorno corporal podem ser classificados como cirurgias de definição corporal. Essa categoria reúne tecnologias e técnicas voltadas a evidenciar as linhas musculares do paciente e considerar as características anatômicas individuais, sendo indicada para pessoas com porte físico mais atlético que desejam ressaltar estruturas musculares já existentes.

A lipoaspiração é a segunda cirurgia plástica mais realizada no mundo. Em 2024, alcançou 2,08 milhões de procedimentos, um aumento de 36,8% em relação a 2020. O procedimento também é o mais realizado no Brasil. O país é o segundo em número de lipoaspirações no mundo, atrás apenas dos Estados Unidos. Os dados são da pesquisa global da International Society of Aesthetic Plastic Surgery (ISAPS).

O Dr. Mário Warde, médico e cirurgião plástico, pontua que a lipoescultura é um termo midiático, e não oriundo da cirurgia plástica, para designar a lipoaspiração somada a lipoenxertias. "A remoção da gordura localizada em uma região e a alocação dessa gordura retirada em outros locais traz uma ideia de esculpir um corpo".

O cirurgião esclarece que a gordura pode ser lipoaspirada de regiões em que está acumulada e implantada em vários segmentos musculares. Segundo ele, o mais procurado é o aumento dos glúteos, e a gordura também tem se tornado um importante substituto na volumização das mamas. "Essa é cada vez mais a opção escolhida por mulheres que não desejam material protético em seus corpos".

Um levantamento realizado pelo jornal O Estado de S. Paulo aponta alta de até 30% de cirurgias pós-maternidade entre mulheres com mais de 35 anos. As cirurgias plásticas para retomar as medidas anteriores à gravidez – também conhecidas como mommy makeover — são procedimentos focados na região abdominal e das mamas, como lipoaspiração, abdominoplastia e mastopexia, em alguns casos, com uso de técnicas como lipoenxertias.

De acordo com o Dr. Mário Warde, outros segmentos musculares podem receber gordura, como bíceps, tríceps, deltoide, músculos retos abdominais, panturrilhas, entre outros. Mas não é qualquer gordura que pode ser lipoaspirada, tampouco é em qualquer lugar que esta gordura pode ser enxertada. "É preciso um extenso conhecimento de anatomia e uma boa percepção de tridimensionalidade para fazer estes procedimentos".

Além disso, o profissional alerta que a realização destes procedimentos sem a tecnologia adequada aumenta o risco de tromboembolias gordurosas — quando um fragmento de gordura entra num grande vaso sanguíneo, podendo obliterar (entupir) vasos importantes, como os pulmonares —, levando a quadros graves. "É obrigação do cirurgião conversar com o paciente a respeito da possibilidade destes eventos", orienta.

Planejamento cirúrgico

O Dr. Mário Warde ressalta que o plano cirúrgico deve ser individualizado e composto por um exame físico detalhado do corpo do paciente, para compreender suas queixas e alcançar um diagnóstico correto. Essa análise guiará um plano terapêutico que faça sentido tanto para o paciente como para a equipe cirúrgica.

"Um diagnóstico bem feito é parte do sucesso da cirurgia. Com a queixa, o exame físico, as possibilidades anatômicas do paciente e a percepção do cirurgião, é possível desenhar o melhor procedimento a fazer e o tipo de tecnologia que favorecerá mais o paciente. Por fim, é definido o pós-operatório específico para este paciente", afirma o cirurgião.

Segundo o especialista, o pré-operatório da lipoescultura não é diferente do de outras cirurgias. Ele observa que, em geral, as pessoas tendem a minimizar a lipoaspiração, considerando se tratar de uma cirurgia "menor". No entanto, o profissional reforça que é uma das cirurgias mais agressivas, pela extensão e proporção que pode atingir.

"Escolher um bom hospital, que tenha toda a segurança e aparatos de emergência, escolher uma boa equipe habilitada e acostumada a fazer este procedimento, e que saiba atender suas complicações também, já trará um conforto importante ao paciente", indica o Dr. Mário Warde.

De acordo com o profissional, os resultados de uma lipoenxertia podem se manter, em média, de 80 a 90% em 10 anos. Segundo ele, a técnica utilizada pelo cirurgião e o estilo de vida do paciente operado são fatores que influenciam na durabilidade dos resultados do procedimento.

"Se o paciente levar uma vida sedentária e de alimentação não saudável, esta gordura enxertada pode aumentar ou ficar ‘escondida’, perdendo-se a definição almejada. Mas a durabilidade desta gordura também depende da técnica utilizada pelo cirurgião. Quanto mais existirem fatores inflamatórios envolvendo a gordura retirada e infiltrada, maior a possibilidade de sua reabsorção", declara o médico.

O cirurgião frisa que a técnica é indicada para homens e mulheres que queiram refazer o contorno corporal, e atende tanto aqueles que querem modificar a silhueta, mesmo estando com percentual de gordura mais alto, como pessoas já extremamente enxutas de gordura, mas que buscam alta definição.

Para saber mais, basta acessar: https://drmariowarde.com/

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