Saúde masculina ainda enfrenta barreiras culturais

Falta de acompanhamento médico e de cuidado com a saúde íntima pode trazer consequências que afetam diferentes aspectos da vida do homem, alerta o urologista Dr. Alessandro Rossol

Em uma pesquisa da Sociedade Brasileira de Urologia (SBU) feita com 1,5 mil indivíduos masculinos acima dos 40 anos, 78% dos entrevistados reconhecem que as mulheres cuidam mais da saúde do que eles. Além disso, 46% afirmaram que só procuram um médico quando já sentem algum sintoma.

Para o Dr. Alessandro Rossol, urologista especializado em saúde sexual masculina, os dados refletem um estigma histórico. Segundo ele, há uma tendência cultural de suportar os problemas em silêncio, agravada pela vergonha de buscar ajuda diante de questões íntimas do próprio corpo.

"No consultório, isso é evidente, sobretudo nos casos de disfunção erétil: muitos pacientes só procuram tratamento depois que o casamento ou um relacionamento já acabou. É uma combinação perigosa de vergonha, medo e desinformação", afirma o Dr. Rossol. Como resultado, os homens ficam mais vulneráveis a condições de saúde que podem evoluir para quadros mais graves.

"No geral, a falta de cuidado traz consequências amplas que afetam diferentes dimensões da vida do homem: queda na qualidade de vida, deterioração do relacionamento íntimo com a parceira, prejuízos nos vínculos sociais, redução da capacidade produtiva no trabalho, acomodação emocional e envelhecimento precoce", explica o médico.

De acordo com o Dr. Rossol, as queixas mais recorrentes de saúde sexual masculina no dia a dia no consultório envolvem disfunção erétil, ejaculação precoce, sintomas de hipogonadismo — como a queda nos níveis de testosterona —, doença de Peyronie (curvatura peniana adquirida) e insatisfação com o tamanho do pênis. O urologista destaca que todas essas condições têm tratamento — na maioria dos casos, quanto antes o paciente busca ajuda, melhores são os resultados.

O médico chama atenção também para a relação direta entre saúde sexual e saúde geral — uma conexão cada vez mais reconhecida pela medicina. Pessoas que mantêm uma vida sexual ativa e saudável tendem a viver mais e com mais qualidade.

"O sexo funciona como um exercício benéfico para o corpo e para a mente. Além disso, problemas sexuais muitas vezes são os primeiros sinais de doenças cardiovasculares, metabólicas ou hormonais. Cuidar da saúde sexual é, portanto, cuidar da saúde como um todo", ressalta o Dr. Rossol.

A recomendação do profissional é que, a partir dos 40 anos, seja feita uma consulta anual, mesmo que o paciente não esteja enfrentando algum tipo de doença. Segundo o Dr. Rossol, o check-up geralmente inclui exame de toque retal, dosagem de PSA (exame de sangue que permite identificar alterações na próstata), avaliação laboratorial, avaliação do perfil hormonal, avaliação cardiológica e avaliação do trato gastrointestinal.

"Ao homem que sofre com algum problema sexual: não perca tempo procurando soluções milagrosas ou ‘naturais’ na internet. Procure um médico especialista. Só ele pode oferecer um diagnóstico preciso e indicar o tratamento mais adequado para o seu caso. O acompanhamento regular é decisivo para identificar precocemente doenças como câncer de próstata, distúrbios hormonais e problemas cardiovasculares", reforça o Dr. Rossol.

Para saber mais sobre saúde sexual masculina, basta acompanhar o Dr. Alessandro Rossol: https://alessandrorossol.com.br/

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